Olha, se tem uma coisa que me deixa pasma quando me ponho a ver certos reality shows é a abundância de maus modos dos participantes. Total falta de uma mera base de uma simplésima boa educação. Mera. E aí não estou nem medindo nada com padrões de realeza nenhuma e sim na base simples do puro respeito para com o outro ou para com a atividade que se esteja fazendo. Aliás, as regrinhas de etiqueta foram criadas justamente pra fazer o convívio entre pessoas o melhor possível e não pra restringir ninguém num padrão de tortura mental e postural qualquer. Por isso, sobretudo num ambiente recheado de gente é bom se atentar a elas.

E como em realities como o BBB e A fazenda (acho que os animais são muito mais bem educados e civilizados do que a turminha deste campo, não? Nooossaaa!) o que não faltam são maus exemplos neste quesito, vou me basear no que de pior vejo neles pra dar uma corrigida básica. Então, vamos aos deslizes que me veem a mente no momento:
- Gente, comer de boca aberta não rola, né?
- Mastigar chiclete com a mesma boca aberta idem. Ficar vendo alguém ruminando de boca abertona é dose. Aliás, acho que a vaca rumina com muito mais educação. Depois ela é que a vaca e nós é que somos os humanos.
- Deixar o chiclete colado ou jogado por aí ibdem ibdem.
- Voltando aos hábitos de comer: a postura é algo super importante. Não fique debruçado no prato.
- Se for usuário de chapéu ou boné, na hora de sentar à mesa, tire-o, né? Pra mim isso é o mínimo-necessário no quesito etiqueta de chapéus e afins que se pode fazer e manter.
- Pra saber como comer direito, tipo como usar os talheres, passadinha aqui (aqui ainda dá pra encontrar outros papos), já que pela média geral dos participantes destes programas taí uma coisa que não sabem fazer mesmo.
- No convívio em grupo onde o espaço será dividido, respeite o espaço do outro.
- Se alguém estiver dormindo, silêncio. Se quiser fazer barulho, faça em outro lugar bem longe do sono alheio.
- Sujou, limpou e imediatamente não quando der ou bem-quiser. E isso vale pra louça de cozinha, banheiro etc e tal, depois de usado.
- Sabe o chuveiro? Não é lugar pra fazer xixi. Nem nele e nem na piscina. Existe mictório ou vaso sanitário pra isso, dude. E recolha o cabelo que sempre cai na hora do banho na boca do ralo.
- Se tarefas foram dividas, faça a sua na boa e na hora determinada.
- Não utilize as coisas como se só você existisse no mundo. Se é do tipo que demora no banho, ou tome um mais rápido ou seja você o último na linha ou então tome banho na hora que ninguém quiser fazê-lo. E que isso valha pra todo o resto. Em resumo: não deixe que quem você é interfira negativamente na dinâmica de convivência de um grupo.
- Quanto aos barracos… bom, qualquer pessoa que já viveu com um bom número de pessoas debaixo de um mesmo teto (coisa que eu já fiz) sabe que rusgas são inevitáveis porque conviver com o outro não é tarefa das mais fáceis. Ainda mais com um bando de desconhecidos (meu caso também). O melhor a fazer quando tiver que enfrentar uma experiência de viver em grupo é acionar o botão da tolerância in full force, não medir ninguém pelos seus parâmetros, procurar resolver na boa os eventuais problemas que tiver com alguém (fale numa boa e não em tom condenatório ou na base da cabeça quente) no ato (ou o mais breve possível quando a cabeça estiver esfriado) que algo te incomodar e tentar encarar a situação com a mente aberta, do tipo que vai lá pra aprender algo, pra acrescentar e não pra subtrair. Porque sempre se tem algo pra aprender no matter what. O que é sempre muito bom. Basta dar uma chance para a experiência.
- E quando o barraco se formar, não coloque mais lenha na fogueira. Jogue terra nele. Pra efeitos de TV eles até valem a jogada de querosene, mas pra nossa vida diária é estresse que pode e deve ser contido asap.
- Dar um Bom-Dia e Bom-Noite pra todos é sempre uma boa. E se desculpar quando pisar na bola idem.
Momento desabafo e dos longos: Teria ainda muito provavelmente outros pontos a cobrir, mas como foram estes que me ocorreram no momento e tendo em mente que eu estava preparando os posts pra entrarem quando eu estivesse de férias (que vem a ser o caso no momento) no meio de uma intermitência dos infernos do meu serviço de Internet que é Virtua, ficarei por aqui. Aliás, vocês não fazem ideia do trabalho que deu terminar de escrever, colocar fotos e revisar os posts pra entrarem na minha ausência num esquema infernal de on and offline constante. Foi de lascar. Isso sem falar no saco federal que é querer fazer as coisas sendo boicotada a cada não sei quantos minutos. Mas enfim, job was done! Apesar do Virtua.
Aliás, vocês não fazem ideia também da epopeia que foi encontrar o tal problema causador da intermitência. Um dia eu conto a saga, cortesia do “padrão Globo de qualidade” as usual. Só digo que demororu 1 mês, 8 visitas técnicas (a maioria inúteis) à minha casa (uma durou 4 horas e umas 3 outras 2h, estas longas sempre sem sucesso), 3 reclamações na Ouvidoria (sendo 2 delas contra a própria Ouvidoria e a postura equivocada de tratar o caso em um monte de quesitos, o que muito provavelmente se deve a enxurrada de reclamações que anda recebendo ou incompetência crônica, vai saber), 2 na Anatel (a segunda foi por eu ter descoberto que eles atestaram por lá que o problema tinha sido resolvido sem nem me perguntar, o que não tinha ocorrido, diga-se. Ou seja, fizeram isso pelas minhas costas, e sem ter certeza absoluta se o problema tinha sido de fato solucionado, o que não foi, dentre outras coisinhas).
Ufa! Acabei contando tudo. Ou quase tudo.
Ah, e só pra constar e colocar a cereja neste bolo mais do que azedo: o problema era externo (descoberto somente na quarta visita), não era na minha casa. E porque eles só descobriram na quarta visita e antes tinham feito um monte de modificações no meu amplificador e conexões da casa, demoraram 4 outras visitas pra acertar a mão com o sinal consertado. E só acertaram a mão porque a equipe responsável pelo amplificador (os experts que eu tinha pedido encarecidamente para a Ouvidoria por volta da terceira visita e não fui atendida) veio na oitava e somente na oitava visita desfazer todos os equívocos.
Agora, como o problema era externo, ele deveria ter sido descoberto lá no meu primeiro telefonema reclamando da situação se o conceito de externo da empresa não se limitasse a checar se na área o sistema não caiu ou se encontra com algum problema, não individualmente, mas como um todo somente. E depois disso, assumir automaticamente e beyond any reasonable doubt que é na casa do cliente e pronto. Aí, talvez eu só tivesse pecisado de uma ou duas visitas tops, não 8. E alguns dias pra ter o problema resolvido, não um longo e penoso mês.
Lovely, no?
E só pra colocar um pouquinho de chantilly na cereja… eu fiz este adendo ao post via conexão wireless em algum lugar do planeta Terra and guess what? Não é que ela é tão ou até mais rápida do que a minha conexão Mega Banda Larga do Virtua? A gente está super bem servido nesta área, não?
O mais irônico nisso tudo é que a Globo em programas como o Fantástico e o RJ TV por exemplo, vive apontando o rabo de empresas que desrespeitam os consumidores e cometem atrocidades nos seus serviços, mas pro rabo dela mesmo que é gigante, ela faz vista grossa. Agora me digam: que moral tem uma empresa destas pra apontar os defeitos dos outros? E por que ela não estampa em letras garrafais lá na primeira página da Globo.com os problemas de Internet provocados por ela (parece que é campeã de reclamações na justiça ou algo próximo disso no Rio no momento), se no caso Speedy ela deu um superdestaque para a notícia?
E por falar nisso… quem trocou o Speedy pelo Virtua achando que o inferno iria terminar… think again: você só trocou um inferno por outro, dude. E logo, logo reality will bite. And harder. Porque uma epopeia destas não é uma exceção, é regra por lá. Palavra de uma cliente Virtua (e sou ainda por falta de alternativas, já que no meu bairro só tenho esta como opção de Mega Banda Larga) desde o começo.
E se eu contasse todos os problemas que tive e tenho… só digo que este ano que está no meio, esta é a segunda vez que tenho que recorrer à Ouvidoria da NET (primeira foi pela TV a cabo e confusões mil) e só recorro a ela quando o problema extrapola os limites da minha paciência, que até costuma ser a de Jó; que durante muito tempo a empresa em questão atestava que intermitência era parte do pacote de uma Banda Larga just because, o que só é verdade se a empresa não souber o que está fazendo, porque se sabe, é uma coisa que só acontece uma vez ou outra muito raramente e não com certa frequência; que uma vez deixou um técnico duas horas na minha casa e só depois que ele tentou de um tudo, foi descoberto que o problema era externo e não era nem na minha rua, nem no meu bairro e nem na minha cidade, era em São Paulo; que quando instalou a fiação nova que dizia que teria que instalar, acabou detonando a fiação de um outro serviço de TV por assinatura meu no processo, a Direct TV; mesma empresa que lá atrás cometeu um erro grosseiro e primário de deixar de fora certos ips na hora da configuração não me permitindo acessar certos sites por causa disso sem se dar a menor conta do deslize por dias a fio mesmo após a minha reclamação. Só descobriram porque eu achei estranho uns sites entrarem e outros não (e não eram poucos), então fiz o teste em outro tipo de conexão e voilà. Até então eles estavam culpando os sites pelo problema (que é claro que eu sei que acontece, mas não por um tempo tão longo e com todos os mesmos), pois eles é que deveriam estar fora do ar. Taí um problema recorrente por lá: eles sempre acham que o problema não é com eles, é o acaso, a natureza das coisas, é na casa do cliente… Claro, eles são a Globo, e por causa disso não cometem erros, mesmo porque primam pelo mais alto padrão de qualidade em tudo o que fazem. Assim, como é que o problema será com eles?
Aliás, escrevendo isso o que me veio imediatamente à cabeça foram as transmissões esportivas de TV da própria, onde pra quem transmite (e como eu gosto de corridas, serão estas que usarei), piloto brasileiro nunca erra, se faz besteira foi acidente de corrida, mas se fazem com ele a mesma coisa, foi atrocidade passível de punição, se perde é porque foi brutalmente sacaneado e somente por isso senão venceria com os dois pés nas costas, porque piloto brasileiro é perfeito e se não vence é pelo acaso, pela falta de sorte (que aliás, cada um é responsável pela sua e não o destino), por injustiça divina, por tudo, menos pelos seus próprios shortcomings, porque piloto brasileiro não tem nenhum.
Aliás, neste último longo problema que eu tive, a única com a razão sobre as coisas relevantes fui eu. E o tempo todo. Eu, uma leiga e com crachá de morônica nestes assuntos. E eu não estou brincando. E isso só mostra o despreparo da empresa pra lidar com certos problemas. Porque no mundo, as coisas raramente são preto no branco. Além disso, uma empresa totalmente segmentada, que não conversa entre si, que manda os técnicos fazerem visitas às escuras (sem informar do problema ou histórico, se tiver), que treina supermal em todos os níveis desde os seus técnicos até os atendentes no Call-Center e na Ouvidoria (que não me foi útil em nada, muito pelo contrário neste caso, só causou mais problemas), e que na minha opinião se deve por uma total falta de domínio da tecnologia que vende em pacotes mil, não pode oferecer serviço nenhum de qualidade.
E se quiserem me dar uma mãozinha nessa… sempre que tiverem problema, reclamem com a empresa, da empresa, pra Anatel, pro Ministro das Telecomunicações, se for preciso até pro Papa, mas reclamem. E não deixem barato. Peçam compensação. Porque de repente 10 reais pode não parecer nada, mas imagina se todo mundo que reclamar tirar 10 contos da empresa? Periga até de dar um preju na casa dos 7 números. Aí, a ficha da empresa vai ter que cair porque por A mais B vai acabar chegando a conclusão que andar na linha compensa mais do que pisar na bola, já que pra essas coisas ela é bem esperta. É aquela velha história de when money talks, then people walk.
Mas enfim, chega deste papo. Só quero registrar que por causa deste hell on earth, eu muito provavelmente deixei passar mais do que o normal as famosas pisadas na bola (aka mistakes) que acabaram passando porque o negócio foi insuportável e inviável, o que dificultou pacas a revisão dos posts, o que fiz num speed absurdo. Portanto, sorry for them. E se por algum acaso depararem com algo estranho ou que não bate ou faz sentido, me avisem, porque mesmo de férias, vez ou outra eu dou uma olhada pra ver se os posts estão entrando e pra soltar os comentários de vocês.
Aliás, foi justamente por isso que eu vou ficar devendo alguns posts que eu pretendia incluir no rol dos que seriam publicados enquanto de férias. Na volta, hopefully, com o meu modem funcionando spotless, eu darei conta deles.
Inté, pois.